
TÉCNICAS E EXECUÇÃO
A importância da Segurança do Trabalho na cadeia produtiva
A segurança do trabalho vai além de utilizar equipamentos para evitar acidentes, trata-se de um conjunto de medidas adotadas visando minimizar doenças e acidentes ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. Para a Marcap Engenharia a questão também está diretamente ligada a construir mantendo a qualidade, entregar o acordado e manter saudável toda a cadeia envolvida no projeto.
“Segurança do trabalho vai além da utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI), esse é o fim e não o início do processo. Para nós o principal é se preocupar em contratar empreiteiras que se atentem para toda a parte de documentação necessária no âmbito de engenharia de segurança”, diz Marcelo Mártir, coordenador de obras da Marcap Engenharia.
Para o coordenador, as fornecedoras de mão de obra têm que ter profissionais registrados, treinados, ter atestados de saúde ocupacional e estar dentro das NRs (Normas Regulamentadoras). Na construção civil as mais usuais são as de número 6, 7, 8, 9, 18 e 33.
“Muitos de nossos clientes questionam sobre a segurança na obra, e preocupados com a qualidade dos serviços, procuramos empresas que estejam dentro de todas as normas e segurança com o objetivo de evitarmos qualquer tipo de contratempo. Ainda não há muitas empreiteiras que atendam essas normas, pois o preço para adquirir a documentação para as NRs ainda é cara. Por isso, sem dúvida, selecionar fornecedores que se encaixam nas exigências do setor é um dos nossos desafios e um diferencial da Marcap Engenharia. Contudo, sentimos que há muita boa vontade e preocupação com esse assunto, o que já é uma vitória.”, comenta Marcelo.
Compactuando do mesmo objetivo do Ministério do Trabalho e de órgãos ligados ao setor da construção civil, a Marcap Engenharia busca zerar os acidentes de trabalho em suas obras, seja no se machucar fisicamente, seja no pós-obra. Para isso, a empresa contribui para a profissionalização das empreiteiras na busca da qualificação da mão de obra, pois acredita que preservando a saúde e a integridade física do profissional, toda a cadeia produtiva do negócio é beneficiada.
Para um setor que emprega mais de 2,2 milhões de trabalhadores em todo o país, e ocupa a 5ª posição no ranking de acidentes de trabalho, a meta de zerar o número de ocorrências fatais é ambiciosa, mas não impossível. Até os anos 90, era elevado o número de acidentes do trabalho na construção civil. Isso começou a mudar naquela década, quando o governo federal e as lideranças de empregadores e trabalhadores elaboraram conjuntamente a Norma Regulamentadora (NR) 18 do Ministério do Trabalho, para prevenir acidentes.
A partir de 1995, a norma começou a ser implementada e os avanços esperados aconteceram. Em 1997, para um total de cerca de 150 mil trabalhadores empregados na construção do município de São Paulo, o número de acidentes fatais foi reduzido para 32, ou seja, um índice de 0,02%. A redução dos acidentes fatais continuou ocorrendo. No município de São Paulo, em 2008 foram registrados 15, entre 285 mil trabalhadores, ou seja, o índice caiu para 0, 005%.
Para o engenheiro e consultor do Ministério Público do Trabalho (MPT), Sérgio Antonio, embora a análise das estatísticas deva levar em conta o crescimento da atividade produtiva, o setor de construção é uma área que "necessita de bastante atenção". De acordo com o consultor, no mundo inteiro, a maior causa de acidentes fatais na construção é a queda de trabalhadores e também de material sobre os funcionários. O segundo fator são os choques elétricos e o terceiro, soterramentos.
“Para continuar a bater metas no quesito segurança do trabalho é fundamental que o estimulo das empresas na mão de obra da construção civil, com treinamento de seus trabalhadores para o atendimento das NRs, continue. Quando empregadores, trabalhadores e poder público se unem para prevenir acidentes, o número de fatalidades efetivamente se reduz a zero, como já está acontecendo em muitas cidades”, finaliza Marcelo Mártir.
Por último, é imprescindível elevar a qualificação profissional na construção civil. O grande aumento do contingente empregado pelo setor a partir de 2004 trouxe junto o desafio de formar profissionais que nunca haviam trabalhado no setor, o que também envolve cuidados específicos com a segurança e a saúde.

