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Mobiliários Funcionais e Criativos – a customização da estação de trabalho

 

A palavra de ordem dos anos 90 era a individualização. A personalização do estilo, da moradia e do ambiente de trabalho tinha um forte apelo e tornou o termo “customização” muito popular. Com a virada do século o mundo foi invadido não só pelos avanços tecnológicos, pela globalização, mas também pela integração advinda da interação dos indivíduos. O planeta se tornou mais nosso e menos meu.

 

Nessa onda de pluralidade a arquitetura também mudou conceitos e foi forçada a quebrar paradigmas. Houve a reinvenção dos espaços que culminou na transformação de toda uma cadeia produtiva. Dos projetos aos acessórios, tudo foi revisto. A ordem era usar de forma inteligente todas as ferramentas disponíveis para transformar os ambientes em algo integrador, capaz de fazer com que as pessoas partilhassem, sem prejudicar a individualidade de cada colaborador em sua área de trabalho. Esse fenômeno permitiu que os espaços proporcionassem uma maior convivência, porém com estações nas quais as necessidades de cada colaborador pudessem ser atendidas. Essa mentalidade tem rendido bons resultados até hoje. Segundo estudo do Great Place to Work, as organizações que se comprometem em dispor de melhores ambientes para trabalhar crescem mais do que a média dos seus mercados.

 

Contudo, era preciso considerar outros fatores além da questão de espaço, para que a dinâmica do dia a dia não fosse afetada. Sabendo que o mobiliário pode influenciar diretamente na produtividade de uma empresa ou gerar impacto na produtividade de uma equipe, esse quesito foi posto como um dos pilares para o sucesso dessa transformação. Hoje, comprova-se que a decisão foi correta. Atualmente percebe-se que aliando as mudanças ao mobiliário é possível otimizar ainda mais o seu uso quando levado em conta seus acessórios.

 

“As empresas hoje estão entendo a importância deste conjunto e dando uma atenção especial para a criação de mobiliários e acessórios versáteis. O enfoque é o olhar do usuário”, comenta a arquiteta Natália Calcagniti, da Marcap Engenharia. Para ela o uso dos acessórios, não só pensando na estética e sim na sua funcionalidade, torna o mobiliário inteligente. Flexibilidade, ergonomia e acessibilidade estão entre os principais benefícios do uso desta categoria de mobiliário.

Porém, o sucesso do projeto vai além do design. Pontos como viabilidade econômica, competência técnica, envolvimento na obra e inovação são itens com alto poder de influência sobre o cliente.

 

 

Vale considerar alguns aspectos de customização:

 

Regulagem de altura de tampos individual: além da ergonomia, se adequando ao perfil de cada usuário, quando ajustada em equipe proporciona ao ambiente flexibilidade para diversos usos;

 

Tampos deslizantes: permite o acesso às tomadas, sem a necessidade de mover qualquer outro mobiliário e sem ter que solicitar assistência técnica;

 

Suportes para tela plana articulável: permite que o colaborador possa usar o seu monitor individualmente ou realizar uma reunião em sua própria estação;

 

Iluminação na própria estação: permite a cada colaborador o controle individual de iluminação, reduzindo os custos no dia a dia de energia, e em uma implantação rápida não torna obrigatória a reforma do forro;

 

Armários multifuncionais: além da sua função original, podem ser usados como divisores de ambientes com revestimento em lousa na parte traseira, ou no caso dos armários baixos, podem ser utilizados como bancos ou mesmo extensores de mesa, por exemplo;

 

Torres de eletrificação e cabeamento independentes: aliadas as mesas autoportantes com rodízios, permite mobilidade ao usuário de formar grupos distintos de trabalho se conectando em qualquer torre disponível no espaço;

 

Todos esses itens tornam a vida profissional mais dinâmica, fácil e organizada. Para as empresas é uma maneira de redimensionar de forma inteligente fazendo com que se ganhe produtividade. Para os colaboradores, é mais fácil integrar-se ao ambiente e administrar melhor seu tempo. Outros acessórios básicos de organização como portas pastas, porta CPU, suporte para note, porta lápis, também permitem que cada colaborador adéqüe seu espaço às suas necessidades individuais deixando o ambiente mais organizado e limpo. “Afinal, todas essas possibilidades que o mobiliário permite são para tornar as estações mais individuais”, complementa Natália.

 

Sem dúvida as quebras de paradigmas e os avanços sociais e tecnológicos transformaram o ambiente em que vivemos e contribuíram para o bem estar nas estações de trabalho. Essa é uma tendência que veio para ficar.